União Europeia critica o controle sanitário de carnes do Brasil. Ministro interino acredita em disputa pelo mercado

A união Europeia fez uma série de exigências ao Ministério da Agricultura

Fiscalização de carnes

Maior consumidor de carne brasileira no mundo, a União Europeia quer intensificar a fiscalização da carne que entra no seu país. Devido à enorme proporção da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, os países do bloco decidiram apertar o cerco para a entrada do produto em seus mercados. A fiscalização agora é feita em 100% dos lotes brasileiros de origem animal.

Em uma reunião de ministros da Agricultura da UE, foi discutido um documento que revela que 108 lotes de frango, boi e cavalo foram rejeitados em testes de qualidade, dentre 4,5 mil submetidos aos testes. Esse documento ainda ressalta a necessidade de ações urgentes das autoridades brasileiras na fiscalização, devido ao impacto da fraude e a perda de credibilidade do setor.

Um comissário da União Europeia se reuniu com representantes brasileiros do Ministério da Agricultura e promoveu uma auditoria a fim de atestar a eficiência do controle sanitário brasileiro. O resultado é preocupante, haja vista que foi constatado que os problemas encontrados em auditorias anteriores apresentavam pouca correção pela falta de atuação na solução deles.

O bloco europeu encaminhou uma carta ao ministro Blario Maggi, na qual solicitam a exclusão de todos os abatedouros de cavalos habilitados a exportar para os países do bloco, suspensão de pedidos de inclusão de novos frigoríficos para exportação e a criação de controle microbiológico de 100% da carne de frango para detectar a presença de salmonella, bactéria considerada um problema de saúde pública em todo o mundo.

O ministro, que se encontra em viagem oficial na China, não comentou o caso. Eumar Novack, ministro interino disse que até o fim do mês todas as respostas serão enviadas para a União Europeia. De acordo com ele, o número de lotes rejeitados é pequeno e está dentro do que é considerado aceitável pelo mercado externo. Acredita ainda que a carta revela uma disputa de mercado entre o país e o bloco europeu: “O que nos causou surpresa foi uma carta dessas, desconsiderando todos os avanços que foram feitos de lá pra cá. Existiam falhas? Por óbvio que sim, por isso nós estamos melhorando o sistema. Agora, o sistema de inspeção federal brasileiro funciona, é robusto e por isso nós estamos presentes em mais de 150 países.”, afirma Novack.

A ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal – reforçou que a quantidade de desvios notificados pelo bloco segue padrões aceitáveis pelos países produtores de aves.


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Fonte: G1 – www.g1.globo.com


por Renato Rodrigues.

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