Alimentação de leitões lactentes

Essa época da produção suína é de vital importância

 

Leitões já podem comer ração na primeira semana.

 

O fornecimento de ração poderá ocorrer já na primeira semana de vida em comedouros apropriados. Nessa prática, deve-se considerar que o sistema enzimático dos leitões recém-nascidos está pouco desenvolvido para outros alimentos, que não o leite. Portanto, essa ração deve apresentar alta digestibilidade, alta aceitabilidade, ser rica em proteína, energia, vitaminas e minerais.

 

O fornecimento da ração nos primeiros dias de vida do leitão condiciona-os a ingerir ração seca após o desmame, estimula o desenvolvimento do sistema digestório, induz à secreção de enzimas digestivas, estimula a secreção de ácido clorídrico pelo estômago e como as exigências nutricionais aumentam a partir dos 21 dias de idade e o leite não atende a demanda, a ração estimula o desenvolvimento dos leitões mais fracos.

Se consumida em quantidades adequadas, a alimentação pré-desmame contribui para o maior peso ao desmame e menor tempo para o abate. O ideal é que o leitão apresente um consumo mínimo de 600 gramas até o desmame.

 

Do ponto de vista fisiológico, o desmame ideal deve ser realizado na sétima semana de vida dos leitões, onde os níveis de lactase são baixos, e os de maltase e amilase já se mostram suficientes. Contudo, do ponto de vista zootécnico, o desmame vem sendo realizado o mais precocemente possível, entre os 21 e 28 dias de vida dos animais, exigindo maiores cuidados sanitários e nutricionais, uma vez que os leitões ainda não possuem seu organismo completamente desenvolvido.

 

O leite possui elevada digestibilidade.

 

 

 

Vale ressaltar que na fase de aleitamento, o leite consiste de uma dieta equilibrada de elevada digestibilidade. Em contrapartida, após o desmame precoce, o leitão é submetido a ingerir ração, que é uma dieta seca, com baixo teor de gordura, com menos lactose e rica em outros carboidratos. Essa mudança brusca na alimentação pode acarretar sérias complicações para os animais, dentre as quais a perda de peso e a diarreia, durante as primeiras semanas.

 

Para leitões desmamados precocemente, devem ser oferecidas na dieta fontes de energia prontamente disponíveis ou de fácil utilização, composta por gorduras, cereais processados ou açúcares simples, para que os animais possam atender suas necessidades energéticas, até que estejam hábeis em utilizar o amido dos alimentos de origem vegetal.

 

A lactose deve estar presente na maior parte das formulações comerciais para leitões jovens devido aos seus efeitos positivos sobre o ganho de peso e desenvolvimento dos animais, auxiliando na transição do alimento líquido (leite da porca) para a ração sólida. A fonte de lactose mais comum é o leite em pó, contendo 70% de lactose, bem como o leite desnatado em pó, que contém 50% de lactose.

 

A lactose funciona como um palatabilizante em dietas para leitões, estimulando o consumo. O teor de lactose a ser utilizado para maximizar o desempenho irá depender da fonte proteica contida na formulação, onde fontes mais digestíveis, como o plasma “spray-dried”, permitem a inclusão de menores quantidades de lactose sem prejuízo do desempenho.

 

O fornecimento de lactose vai diminuindo, gradualmente, nas semanas seguintes ao desmame, até que para animais de 10 a 12 kg não seja mais necessário o seu fornecimento.

 

Outras fontes de energia podem ser utilizadas nas dietas para leitões, tais como: milho extrusado ou pré-gelatinizado. Fontes de proteína previamente processadas ou de fácil utilização também tem sido utilizados, como a soja integral extrusada, o isolado proteico de soja ou soja micronizada.

 

 

O leitão desmamado apresenta um apetite deprimido e baixo rendimento.

 

No ato do desmame de leitões, o tamanho das vilosidades intestinais apresenta redução. Geralmente, o leitão desmamado apresenta um apetite deprimido e baixo rendimento. Nesse contexto, uma estratégia que se tem mostrado eficiente para estimular o consumo de alimentos em leitões desmamados é a adição de ácidos orgânicos (cítrico, fumárico, lático ou propiônico) em torno de 1,5% da ração. A acidificação de dietas para os leitões promove redução do pH do conteúdo do trato digestivo; aumento da ação das enzimas digestivas; melhoria da digestibilidade dos nutrientes; cria ambiente favorável à flora bacteriana desejável; inibe o estabelecimento da flora patogênica e pode reduzir a incidência de diarreia e mortalidade pós-desmame.

 

Também se pode utilizar a capacidade tamponante dos ingredientes, o que é barato e eficiente. A capacidade tamponante dos alimentos ou das rações é determinada pela quantidade de ácido clorídrico (mEq/kg) necessária para reduzir o pH para três. A capacidade tamponante pode ser manipulada pelo tipo de ingrediente utilizado ou pela redução do nível de proteína.

 

A alta digestibilidade da dieta pós-desmame é importante para melhorar o consumo e, consequentemente, obter melhor desempenho sem aumentar a incidência de diarreia. Para tanto, deve-se optar pela utilização de ingredientes como: coprodutos do leite, plasma sanguíneo suíno spray dried, resíduo de bolacha e gorduras de alta digestibilidade.

 

 

 

Retirado do Livro Suinocultura - Manual Prático de Criação

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