Cria e recria de animais da raça Gir Leiteiro

Aprenda as práticas para a cria e recria do gado da ração Gir

Para bezerros da raça Gir Leiteiro, o aleitamento deve ser o natural.

Para bezerros da raça Gir Leiteiro, o aleitamento deve ser o natural, pois as vacas Gir não descem o leite sem o bezerro ao pé; necessitando da presença do bezerro para estimular a descida do leite, tornando o aleitamento artificial difícil, pois o bezerro teria de ser levado duas vezes ao dia até a vaca para a realização da ordenha, aumentando o custo de mão de obra para esse manejo.

 

 

 

No aleitamento natural, os animais mamam diretamente nas vacas no intervalo entre as ordenhas. A quantidade de leite fornecida durante o aleitamento natural é de difícil controle, pois o método deixa a critério do ordenhador definir o consumo total de leite, tornando-se, na maioria dos casos, um método empírico.

 

 

Para diminuir esse problema, deve-se realizar o treinamento da mão de obra, para diminuir a diferença de desempenho, possibilitando o bom desenvolvimento dos bezerros. 

 

 

Os bezerros Gir podem ser desmamados aos 90 dias de idade indo para ordenha apenas para que a vaca desça o leite, não necessitando mais deixar leite residual para eles.

 

 

Para um bom desempenho, os bezerros deverão receber alimentos concentrados e volumosos de boa qualidade e à vontade, já a partir da segunda semana de vida, até os quatro meses de idade.

 

 

O volumoso deve ser de boa qualidade e deve (de preferência feno de boa qualidade com 12% de PB e 62% de NDT) ser fornecido à vontade, a partir da 2ª semana até os quatro meses.

 

 

Após os quatro meses de idade, durante o período das águas, os bezerros podem ser manejados em pastagem de boa qualidade, recebendo 1,5 kg de concentrado/cabeça/dia até os seis meses de idade.

 

 

Após esse período devem ser manejados exclusivamente em pastagem de boa qualidade.

 

 

No período da seca, os animais devem receber volumoso de boa qualidade. Após os quatro meses de idade, poderá ser fornecido cana com ureia, substituindo a forragem da pastagem. No período da seca, os animais poderão receber 1 a 2 kg de suplemento concentrado, já que a cana + ureia não proporciona ganhos de peso satisfatórios. A suplementação com concentrado deve se estender durante todo o período de estiagem.

 

 

Dos seis aos doze meses, as novilhas devem ser mantidas exclusivamente a pasto, durante o período das águas até o parto, utilizando manejo adequado que permita alta qualidade de forragem e ganho de peso próximo a 600 g/dia.

 

 

Durante o período seco, para essa fase de manejo, pode-se utilizar a estratégia do pastejo diferido, que consiste em vedação estratégica de uma área de pastagem no final de janeiro. Nesse sistema, deve ser fornecido o sal proteínado para potencializar a utilização da forragem, promovendo ganho de 250 g/cab/dia. No sistema de pastejo diferido, devemos trabalhar com uma oferta de forragem duas a três vezes maior que o consumo do animal, estimulando a seleção da forragem com maior consumo de MS.

 

 

O sistema de pastejo diferido deve ser trabalhado com uma oferta de forragem (OF) de 7%, pois a forragem é de pior qualidade, quando comparada com o manejo de pastejo rotacionado (OF = 4 a 5%), fato que se deve ao avançado estádio de crescimento. 

 

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