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Quais doenças mais afetam a recria e a engorda de bovinos de corte?

Bacterianas, virais ou causadas por vetores, as doenças na pecuária de corte limitam a lucratividade dos pecuaristas

Bovino doente - imagem meramente ilustrativa

Paolo Vivenza, um dos autores do Livro AFE Saúde de Rebanhos – Na Pecuária de Corte, destaca que a saúde dos rebanhos não pode ser medida através da quantidade de medicamentos que o produtor tem em sua farmácia ou na geladeira. Na verdade, quando se tem a necessidade de utilizar um alto número de medicamentos é porque a saúde do rebanho vai mal, assim como sua rentabilidade.

Os cuidados com a saúde dos rebanhos se iniciam desde a gestação até a hora do abate. Nesse contexto, durante as fases da recria e da engorda, algumas doenças podem ser responsáveis por causar prejuízos à saúde dos bovinos, além de demandar cuidados e gastos com o respectivo tratamento.

Logo, é imprescindível conhecer quais as principais doenças de relevância para a pecuária de corte, que afetam a recria e a engorda dos bovinos:

Botulismo

Popularmente conhecido também como “doença da vaca caída”, o botulismo é uma ameaça à produtividade animal e ainda coloca em risco a vida dos animais. É causada por toxinas produzidas pela bactéria Clostridium botulinum, quando elas são ingeridas e absorvidas pelo intestino. Há várias medidas que podem ser tomadas para prevenir essa doença, haja vista que ela não tem cura. A melhoria das condições ambientais e sanitárias e a realização de um manejo nutricional adequado são algumas delas, pois os tratamentos, geralmente, não são capazes de impedir o óbito.

Brucelose

Outra enfermidade de origem bacteriana, a brucelose, causada pela bactéria Brucella abortus é infectocontagiosa e uma zoonose, isto é, pode ser transmitida ao homem. Os animais doentes apresentam aborto nos estágios finais da criação, esterilidade temporária, aumento do intervalo de partos, febre, perda de peso e inchaço nos testículos, dentre outros sinais clínicos. A transmissão também pode ser feita de um animal para o outro, o que torna necessária a atuação do produtor para preveni-la.

Tuberculose

De caráter infectocontagioso crônico, a tuberculose também oferece riscos à saúde pública. É considerada letal em muitos casos, apresentando fácil transmissão devido ao fato de que pode sobreviver por bastante tempo em pastagens e em outros locais. Se divide em miliar, quando a generalização da doença produz grande número de bacilos circulantes nos animais; e protraída, quando a disseminação ocorre em todos os tecidos, atingido órgãos importantes como o pulmão, os rins e o sistema nervoso central.

Febre aftosa

A febre aftosa, por sua vez, é uma patologia viral, transmitida por um vírus da família Aphtovirus, da família Picornaviridae. Identifica-se febre, falta de apetite e pápulas nos bovinos que estão doentes. Essas últimas, evoluem para pústulas, disseminando-se para o corpo do animal, que começa a babar bastante e a apresentar dificuldade para se alimentar e se locomover. Ainda que sejam curados, os animais se tornam portadores convalescentes assintomáticos e são considerados um risco para o rebanho.

Doença digital bovina

As doenças digitais produzem vários transtornos à criação de bovinos ao levarem ao descarte prematuro, à diminuição da produção, à perda de peso e à redução da fertilidade, sem mencionar os tratamentos, que são onerosos. Mais do que fatores relacionados ao manejo intensivo, há também os genéticos, o que tem potencializado o surgimento desse desafio aos pecuaristas.

Doença respiratória bovina

Para o surgimento de doenças respiratórias em bovinos, é necessário que haja a combinação de alguns fatores. Dentre todas, a pneumonia é comum na rotina de consultórios veterinários e se evidenciam como graves. Sua evolução é gradual, sendo frequentemente iniciada por uma infecção viral primária, evoluindo para uma infecção bacteriana, acarretando em pneumonia. Os sinais clínicos que podem caracterizar quadros de doenças respiratórias bovinas são depressão, perda de apetite, corrimento nasal e ocular, bem como letargia e dificuldades respiratórias.

Carrapatos

Carrapatos são vetores de doenças não só na pecuária de corte. Bovinos perdem peso, apresentam baixa conversão alimentar e queda na produtividade, além de perderem qualidade no couro. Com relação ao combate aos carrapatos, carrapaticidas ou tratamentos curativos ou racionais são indicados. Da mesma forma, tratamentos preventivos se configuram como a melhor saída para evitar os problemas que os carrapatos podem trazer à criação.

 


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Confinamento de Bovinos – Na Pecuária de Corte
Cria e Recria na Pecuária de Corte

Fonte: Agromove – blog.agromove.com.br
por Renato Rodrigues

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