Por que devo saber medir a vazão da nascente que pretendo conservar?

A resposta é simples: para avaliar como colocar em prática as técnicas de conservação pretendidas.

Nascente

É muito importante que o usuário de uma nascente ou de um curso d’água saiba acompanhar suas vazões ao longo do ano. Assim, ele poderá avaliar os resultados das práticas de conservação adotadas, que são de extrema importância, e fazer as correções necessárias para uma produção desejada.

“Para que se possa saber o real comportamento hidrológico de uma pequena bacia hidrográfica, é importante que se conheçam as quantidades de água produzidas ao longo do tempo, ou seja, as vazões produzidas pela bacia.”, orientam Osvaldo Ferreira Valente e Marcos Antônio Gomes, autores do Livro Conservação de nascentes, da Aprenda Fácil Editora.

A produção de água da bacia é normalmente quantificada depois que atinge um curso d’água e pode ser expressa por várias combinações de unidades de volume e de tempo, como m³/h, m³/dia, L/s, ou, no caso de bacias hidrográficas de áreas determinadas, ser expresso em milímetros de lâmina d’água por unidades variáveis de tempo (mm/h, mm/ano etc.). Para comparações entre bacias, podem ser adotadas unidades por área e tempo, como m3/ha.dia; mm/Km².ano; L/ha.s; L/ha.min etc.

As unidades que englobam volumes, tempo e área são muito importantes nas avaliações de produtividades de água e nas comparações com objetivos previamente definidos. Por exemplo, se os conhecimentos hidrológicos permitem ter como objetivo fazer com que a bacia venha produzir o que outras já estejam produzindo, o uso de tais unidades irá facilitar as comparações futuras.

Confira um exemplo prático: em bacias bem pequenas, com área aproximada de 12ha, é comum utilização de L/ha.min, pois L/ha.s tende a dar valores muito pequenos. Alguns preferem falar em L/min.ha, o que significa a mesma coisa. O cálculo é feito pela divisão da vazão (21,6 L/min) pela área da pequena bacia (12 ha).

Supondo que a produtividade média de água em fins do período de estiagem, setembro, na região Sudeste, tenha sido de 1,8 L/min.ha (21,6 L/min dividido por 12 ha) e que outras pequenas bacias próximas a ela, com melhores condições hidrológicas, tenham tido, na mesma época, produtividades de 3,2 L/min.ha, isso quer dizer que o plano de manejo poderá ter, como objetivo, aumentar a produtividade de água da pequena bacia em 77,78%, assim calculados:


Aumento desejado (%) = [(3,2 – 1,8) : 1,8] x 100 = 77,78%.


Os dados medidos em V, durante os períodos chuvosos, permitem, ainda, verificar o comportamento da pequena bacia ao ser atingida por chuvas de alta intensidade.

 

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por Renato Rodrigues

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