Propagação de roseiras: a enxertia

Esse método de propagação é amplamente utilizado e eficiente nas roseiras

Rosas vermelhas

Quando se fala em flores, a primeira imagem que chega à nossa mente é a rosa. A roseira sempre desempenhou papel de destaque entre as ornamentais, sendo, hoje, uma das floríferas mais apreciadas no mundo, propiciando efeitos de harmonia e beleza.

Uma das formas de propagação das roseiras é por enxertia. José Geraldo Barbosa, João Miranda dos Santos, José Antonio Saraiva Grossi e Fernando Luiz Finger, autores do Livro Produção Comercial de Rosas, da Aprenda Fácil Editora, consideram que embora possa ser propagada por estaquia de caule, a produção de mudas de roseira é feita predominantemente por enxertia, sendo a borbulhia sob casca o método mais utilizado.

É feita da seguinte maneira: retira-se a gema ou borbulha que deseja multiplicar, enxerta-se em outra roseira, que servirá de porta-enxerto (será usada a abreviação "PE" no decorrer do artigo). Num contexto geral, o PE deve apresentar, tanto quanto possível, vigor, longevidade, sistema radicular robusto, resistência à seca e a variações de temperatura.

A grande vantagem desse método é poder utilizar borbulhas de ramos de diâmetro bastante variável, independentemente do diâmetro do PE a ser usado. Por outro lado, a superfície de contato do enxerto e do PE é pequena, o que, por vezes, causa ruptura na região do enxerto e perda da muda.

Confira a seguir como fazer um enxerto de borbulha:


As borbulhas devem ser retiradas com uso de lâmina bem afiada para não macerar o tecido na superfície do corte e causar a oclusão do sistema vascular. Muitos produtores retiram a borbulha sem uma porção do caule, otimizando o rendimento da operação. Quando o PE mostrar dificuldade em soltar a casca, a presença de caule na borbulha facilitará a inserção da mesma, sem prejudicar o pegamento do enxerto.

Durante a enxertia, deve-se cuidar para que as superfícies cortadas, da borbulha e PE, não sejam tocadas pela mão ou por algum objeto que introduza gordura ou outras substâncias, prejudicando o pegamento do enxerto.

Faz-se uma incisão na epiderme (casca) do PE em forma de “T” invertido. O comprimento da incisão deve corresponder ao da borbulha, e essa operação deve ser feita com canivete bem afiado e próprio para a enxertia.

Estando a casca soltando-se com facilidade, prossegue-se com o trabalho, retirando-se a gema ou borbulha da haste fornecedora, formando um escudo em cuja face inferior se adere uma porção de caule a qual pode ser removida ou não, sem deixar que ocorra ferimento na gema. Após isso, levantam-se as margens horizontais da casca e introduz-se a gema de forma que ela seja totalmente coberta pela mesma. Em seguida, faz-se o amarrio com fita plástica ou outro material apropriado.

Decorridos 20 a 25 dias da enxertia, deve-se retirar o amarrio, deixando-se o enxerto exposto. Nessa época, já é visível o calo formado na soldadura. Estando a borbulha verde, procede-se à decapitação do PE, logo acima do local do enxerto. Aqueles PEs cujas borbulhas morreram devem ser reenxertados.




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