Alguns dos erros mais comuns verificados na sustentação dos equídeos

Esses erros podem comprometer o desempenho dos animais

Ferrageamento

Tratando-se de animais domesticados, a grande maioria tem sido vítima dos métodos empíricos e antinaturais de aparação de cascos e ferrageamento, com características que contrariam os processos naturais de sustentação mecânica do cavalo. Os prejuízos resultantes, comumente, enquadrados nas afecções ou contusões do sistema locomotor chegam, hoje, à cifra dos 80% nos membros anteriores que sustentam cerca de 65% do peso do animal.

Adalton P. de Toledo, autor do Livro Cavalos – Como Corrigir Aprumos, Ferrar e Cuidar dos cascos, da Aprenda Fácil Editora, explica que “em certas fases da locomoção, o animal é suportado por apenas um dos locomotores e os efeitos naturais da concussão e compressão, causadas pelo peso submetido ao locomotor, são danosos às bases inadequadas do cavalo. As estatísticas conhecidas comprovam a importância de dar ou restituir ao cavalo a sua condição anatômica ideal. Nem sempre, o casco aparado empiricamente ou o ferrageamento comum estão dando ao cavalo a condição ideal de sustentação.”.

Esses são alguns dos erros que podem ser identificados:

1 – O eixo ântero-posterior do sistema digital (boleto, quartela e casco) é quebrado para baixo. Essa característica é o resultado dos cascos de pinça comprida e de talões baixos, que provocam distensão constante das juntas da quartela e unha do casco, compressão excessiva da área do osso navicular, maior esforço dos tendões flexores e alteração do voo do casco.

2 – A pinça forma um ângulo menor com o solo do que aquele formado pela primeira falange, ou pela escápula com a horizontal. O ponto de apoio inicial do locomotor é a pinça, que se afasta do eixo vertical de aplicação do animal. O esforço da reação a esse passo, de cima para baixo, é exercido pelo tendão flexor perfurante, principalmente. Assim, à medida que o casco se torna mais achinelado, com pinças compridas e talões baixos, o esforço mecânico sobre tendões aumenta e o desgaste sobre o tecido córneo é maior.

3 – Os talões são baixos e o alinhamento das cânulas do casco faz um ângulo menor com o solo, colocando o peso do animal fora do terço final da base de sustentação, que é o casco. Com a diminuição da superfície, a pressão por unidade de área aumenta e, com ela, o desgaste é incentivado. O esforço adicional necessário à propulsão do cavalo sacrifica tendões e ligamentos e comprime excessivamente o casco.

4 – Devido ao excessivo abaixamento dos talões, os cascos apresentam os talões escorridos e a linha do pelo, na região dos bulbos, próxima do solo. Em consequência, a ranilha fica em constante contato com a superfície do solo, submetida a uma pressão e concussão excessivas. Isso é devido ao peso transmitido, de cima para baixo, durante o movimento. A ranilha fica entre a força descendente e a reação do solo e, ainda, as ações de expansão e contração do casco ficam bastante diminuídas. A ação da ranilha é quase eliminada, em face de falta de espaço para a sua expansão.



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por Renato Rodrigues

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