A História da Cachaça

A bebida tipicamente brasileira que conquistou o mundo

Quando pensamos em Cachaça, automaticamente nos lembramos dos livros de história, em que vemos os escravos nas grandes moendas, retirando o suco proveniente da cana-de-açúcar. Portanto, pensar em cachaça é pensar, também, na história do Brasil.

A cultura da cana-de-açúcar foi iniciada no período da colonização brasileira por volta de 1532. Os escravos participavam da criação do açúcar, e o processo se baseava em moer a cana, ferver o caldo obtido, e, em seguida, deixá-lo esfriar em formas, obtendo assim a rapadura. No entanto, algumas vezes, o caldo fermentava, originando um produto denominado cagaça que era colocado para os animais. Mais tarde, os senhores de engenho começaram a dar esse caldo aos escravos, e, então, a cachaça nasceu. Com o decorrer do tempo, a bebida foi sendo aperfeiçoada, passando a ser filtrada, e depois destilada. Atualmente o processo de fermentação é feito com produtos denominados enzimas, mas existem ainda produções artesanais que utilizam o fubá de milho no processo da fermentação.

A cachaça sempre foi considerada uma bebida popular, e por conta disso, ficou sendo reconhecida como um produto de má qualidade. E quando ela começou a se destacar por entre as classes sociais mais altas no século XIX e início do século XX, iniciou-se um movimento contra esta bebida, tentando afirmar a cultura européia no Brasil. Apenas em 1922, durante a Semana de Arte Moderna, foi que a cachaça foi colocada em merecido lugar de destaque, associando-a a um produto genuinamente brasileira, e, portanto, símbolo da nossa identidade verde e amarela. Desde então, a cachaça ficou conhecida como referência do país em todo o mundo.

A cachaça é a primeira bebida destilada mais consumida no país e a terceira mais consumida no mundo. De acordo com o Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Aguardente, Caninha ou Cachaça (PBDAC), a produção total é de por volta 1,3 bilhões de litros por ano, sendo que 75% fazem parte da produção industrial e 25% da produção artesanal.

Portanto, essa bebida que tem gosto de história, e faz, sim, parte da constituição da nossa identidade nacional e, por esse motivo é tão importante não só economicamente, mas também em nossa essência brasileira. E viva a Cachaça!

 

Por: Mônica de Freitas.

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