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Sistema de produção de suínos em cama sobreposta

Aprenda essa técnica de criação de suínos

Data Publicação:08/07/2013

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O sistema de produção de suínos em cama sobreposta pode ser adotado para as seguintes fases: gestação e reprodutores, creche e em unidades de crescimento e terminação de suínos.

A criação intensiva de suínos em cama sobreposta foi desenvolvida como alternativa para solucionar o problema da poluição ambiental, que está altamente relacionada aos sistemas convencionais de produção, os quais se processam em piso, parcial ou totalmente, ripado, sendo os dejetos manejados na forma líquida.

 

O sistema de cama sobreposta consiste na criação de suínos em leito formado por maravalha ou outro material (serragem, palha, casca de arroz, sabugo de milho triturado), onde os dejetos são misturados ao substrato do leito e submetidos ao processo de compostagem dentro da própria edificação.

 

Esse sistema exige um modelo de edificação totalmente aberto nas laterais, para facilitar a ventilação, sendo o piso constituído por terra compactada. Como o processo de compostagem é aeróbio, são reduzidas as emissões de amônia e odores, bem como ocorre a evaporação da fração líquida contida nos dejetos.

 

O sistema de produção de suínos em cama sobreposta consiste na manutenção desses animais em baias constituídas de duas partes: uma parte, aproximadamente, 20% do leito, constituída de piso de concreto, onde são instalados os bebedouros e comedouros, que poderão ser os mesmos utilizados nas criações convencionais; e a outra parte, cerca de 80%, constituída de chão batido, que recebe a camada de cama.

 

Há dois tipos de cama sobreposta: as superficiais, mais utilizados em regiões quentes, com altura variando de 0,20 m a 0,40 m e as camas profundas, empregadas nas regiões frias, com 0,5 a 1,00 m de altura. A cama de maravalha com 0,50 m de altura foi testada pela Embrapa Suínos e Aves de Concórdia (SC) e se encontra em uso em muitas propriedades da região. Em média, serão necessários 60 kg de material seco para produzir um kg de suíno.

 

No Brasil, a região Sul foi precursora do sistema de cama sobreposta, e, atualmente, agrega o maior número de granjas e de animais criados dessa forma. Cerca de 100 granjas produtoras de suínos adotam esse modelo de produção e esse número só não é maior devido à associação desse sistema ao risco de condenações de carcaça por linfadenite tuberculóide dos suínos. Salvo algumas recomendações técnicas, todas as localidades brasileiras são passíveis de comportar o sistema de cama sobreposta.

 

Muitas são as vantagens e desvantagens do sistema de produção de suínos em cama sobreposta frente aos modelos convencionais de produção. As principais são:

 

 As principais vantagens:


- Menor custo de investimento em edificações (20 a 40% de redução);

 

- Melhor conforto e bem-estar animal, permitindo expressar melhor seu potencial genético;

 

- Melhor aproveitamento da cama como fertilizante agrícola, devido à maior concentração de nutrientes e redução quase total da água contida nos dejetos;

 

- Mesmo desempenho zootécnico dos animais, quando comparado ao piso ripado total ou parcial;

 

- Redução em mais de 50% da emissão de amônia (NH3), redução dos gases de efeito estufa (CH4, CO2, N2O) e dos odores em geral, quando comparado ao sistema de manejo de dejetos em lagoas;

 

- Maior aproveitamento de resíduos existentes nas zonas de produção;

 

- Menor tempo de mão de obra utilizada na limpeza e manejo;

 

- Maior número de animais por baia, reduzindo os custos com divisórias entre as baias;

 

- Menor custo de armazenamento, transporte e distribuição dos resíduos como fertilizante;

 

- Melhor conforto térmico ambiental devido ao calor gerado pelo processo de compostagem da cama nas regiões frias, permitindo a construção de edificações com menor isolamento térmico;

 

- Menor risco ambiental devido ao manejo dos dejetos na forma sólida, adequando-se melhor à legislação ambiental vigente;

 

- Menor uso de água e desinfetantes para higienização das instalações.

 

Quanto às desvantagens, é importante considerar:


- Maior consumo de água no verão (15%);

 

- Maior cuidado e necessidade de ventilação nas edificações, para eliminação do vapor de água produzido no processo de compostagem;

 

- Requer bom nível sanitário dos animais no plantel, com a intenção de se evitar problemas relacionados às condenações de carcaças (linfadenite);

 

- Necessidade de prever resíduos para o aproveitamento como cama, nas regiões de implantação dos sistemas de criação;

 

- Necessidade de maior espaço por animal (1,20 a 1,40 m2/animal) em relação ao sistema convencional (0,70 a 1,00 m2 por animal em função do tipo de piso).

 

O sistema de produção de suínos em cama sobreposta pode ser utilizado por qualquer produtor de suínos, independente do tamanho do plantel. Ele pode ser adotado para as seguintes fases: gestação e reprodutores, creche e em unidades de crescimento e terminação de suínos. Mas, esse sistema de produção é mais comumente utilizado para os animais na fase de crescimento e terminação.

 

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