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Como preparar o solo na Agricultura Orgânica?

Aprenda, aqui, a preparar o solo no sistema orgânico

Data Publicação:21/05/2012

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Preparar o solo auxilia no crescimento das plantas.

 

O objetivo do preparo de solo é dar condições adequadas para o desenvolvimento das plantas, que consistem na formação de uma estrutura de agregados favoráveis ao crescimento das raízes, à presença de ar e água, às atividades dos microrganismos e à adição de matéria orgânica, corretivos e nutrientes.

 

As agriculturas ecológica e orgânica adotam o sistema de mecanização conservacionista, cujo objetivo é evitar a mobilização excessiva e a compactação do solo, além de melhorar a relação solo-ar-planta. Não aceitam o preparo e cultivo no sentido de maior declividade do terreno, por acelerar o processo de erosão do solo.

 

Ela preconiza o sistema de preparo reduzido do solo ou plantio direto, para conservar as condições físicas, químicas e biológicas do solo e para acrescentar elementos que venham a melhorar suas características e sua produtividade.

 

Procuram deixar o máximo de cobertura morta para proteger o solo do impacto das gotas de chuvas, aumentar o período de umidade, favorecer os microrganismos e evitar variações de temperaturas.

 

Época do Preparo do Solo

A instalação do cultivo orgânico é a ocasião ideal para proceder às correções dos fatores limitantes para o desenvolvimento das plantas, sejam elas físicas (compactação, drenagem etc.) ou químicas (necessidade de macro e micronutrientes), evitando, assim, que futuramente o solo seja revolvido e prejudicado em sua estrutura e nos benefícios adquiridos.


É de fundamental importância levar em conta as condições locais para proceder ao preparo

 

Existem vários fatores que devem ser levados em conta na hora de preparar o solo.

 

do solo, considerando os fatores: época do ano, declividade, textura e teor de umidade do solo, culturas precedentes, condições de drenagem e presença de compactação. Não iniciar o preparo do solo com umidade excessiva ou com terreno seco, evita-se, assim, a formação de torrões.

 

Etapas do Preparo de Solo

 

Descompactação:

Compreende medidas para romper as camadas densas do subsolo, nos casos de compactação em profundidade.

 

Mobilização do solo:

Para deixar a camada arável do solo permeável, sem afetar a sua estrutura, permitindo a infiltração das raízes, ar e água. De uma maneira geral, deve-se evitar que as camadas individuais do solo sejam invertidas ou misturadas entre si. Em alguns casos, como camadas superficiais com excesso de adubação fosfatada ou potássica, é interessante a mistura dos primeiros 10 – 20 cm até uns 30 a 40 cm, a fim de diluir e melhor distribuir os nutrientes (TRANI, 1999).

 

Incorporação:

Consiste na operação de incorporar ao solo restos vegetais, adubos verdes, fertilizantes e calcários. A incorporação do material orgânico deve ser superficial, até 8 cm de profundidade. Em solos com alumínio tóxico na camada subsuperficial, a incorporação de calcário ou outros corretivos deverá ser a mais profunda possível, principalmente para beneficiar culturas de raízes que atinjam profundidades maiores.

 

Destorroamento:

O destorroamento com implementos, empregando, como exemplo, a grade leve, procura deixar o solo sem torrões ou grânulos grandes que venham afetar a semeadura e o plantio. Sem pulverizar os torrões, procura-se proporcionar um bom contato da terra com a semente.


 

Elimina-se as brotações de ervas prejudiciais.

 

Controle das ervas invasoras:

 

Consiste no manejo ou eliminação das brotações, sementeiras e ervas prejudiciais, por meio da grade leve, carpideiras e grades de dentes (10 cm). O objetivo é um plantio livre de sementeiras invasoras, para que as plantas principais possam germinar primeiro e se desenvolver em vantagem. O manejo orgânico do solo permite a redução gradual das ervas prejudiciais.

 

Nivelamento:

É a operação de preparo do solo feita, geralmente, com grade niveladora, que procura deixar o solo pronto para o uso da semeadora. O aspecto do terreno deve ser uniforme, bem nivelado e sem pronunciadas desigualdades.

 

Atenção:

A queima dos restos vegetais realizada por muitos agricultores com o objetivo de facilitar a mecanização é uma prática condenada pela agroecologia.  Ela empobrece o solo, porque reduz a quantidade de matéria orgânica, diminui os microrganismos e deixa o terreno sem proteção quanto à erosão e às altas temperaturas.

 

 

 

Retirado do Livro Agricultura Orgânica

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